Uma crítica sobre a “Crítica”

POR: Fernando Pinheiro || Palavras Reflexão

“Não que seja ruim, mas não chegou nem perto daquilo que EU ESPERAVA…” Foram essas palavras que li em um site de críticas de cinema; o que me deixou um tanto intrigado.

Sim, gosto muito de cinema e sempre que posso, assisto a filmes e seriados. Não tenho vergonha de gostar, publicamente, de algum filme não tenha caído na graça da “maioria”.

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Pois bem, comecei a pensar no que fazem os críticos. Sim, o que fazem? Imagino que os críticos, em geral, não pensam neles mesmos, mas se entendem no coletivo, prezam por um padrão “reputacional” (inventei a palavra, e daí?!). Algo que deve ser zelado, no que o filme pode representar para as massas, dentro dos padrões comerciais estabelecidos por grandes selos do mercado, isso em detrimento do que é ou pode ser relevante para si mesmo!

Isso pode até ser positivo, mas com o tempo, penso que pode virar um costume, habituando-se a se primar pelo o que os “moldes estéticos” (em várias direções) estabeleceram como padrão. Logo, se esquecesse que, apesar de se respirar o mesmo ar que todo mundo respira, o mesmo ar sempre é processado individualmente em cada pulmão.

Esquece-se do que pode ser relevante “para mim”! Sim, que tal objeto de crítica pode ser uma obra de arte transformadora, sem ser analisada como tal, pois quando se vê, a transformação já foi! Causou o efeito, onde somente depois de aquietar o mesmo, refletir os motivos que o causou…

Posso criticar a crítica, e ser criticado por isso, mas o que não se pode mensurar é o efeito artístico impresso na experiência pessoal…

Remoer a “estória”, fazendo sentir a “humanidade” dentro em si, pelo simples fato de se enxergar na busca de significado. Eis a palavra: SIGNIFICADO! Produzir isso é arte! Não, não é para todos, e não apenas entretenimento que a “cultura de massa” exige. Não apenas um produto vendido no mercado, que com o tempo se deprecia.

Significar é o que todos querem!


Nascido em Suzano/SP. Casado, pai de duas princesas. Formado em Letras, Teologia e Pós-graduando em Docência e Gestão do Ensino Superior. Já liderou alguns ministérios na igreja local: Jovens, música, departamento de ensino e missões (inclusive algumas aventuras missionárias entre índios no Mato Grosso). Atualmente é diretor da plataforma de música na Companhia Arte & Mensagem e, esporadicamente, ministra palestras a quem quer que "se arrisque" chamá-lo. Não, ele não sabe assoviar e chupar cana ao mesmo tempo, embora tenha tentado (se é o que pensou!). É "aparentemente" normal, fã de videogames, super-heróis, rock, hq's, filmes e séries, desde ficção científica a romances e dramas que nunca o fazem chorar (pouco).

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